Desfile de 25 de Abril de 2017

 

 Comunicado

Tragédias do Alentejo

Recordar o Passado – Lição de Futuro

 

A evocação do 28º aniversário da «tragédia de Évora» - morte de dezenas de hemodializados, Hospital Évora, 1993; mortes em Reguengos, 2020:  sinalizam a renegação dos direitos humanos; prefiguram a actual calamidade: não serão idênticas as causas das duas repugnantes tragédias? Não serão os mesmos actores? Não ficarão impunes os culpados? A pandemia repete os mesmos processos: oculta os culpados; engana o povo, utilizando como instrumento dócil a comunicação social, sempre disponível a servir os senhores; há-de contaminar-se a História, apagá-la, se fôr possível… A verdadeira História desta calamidade talvez seja conhecida pelos nossos netos, tal é o poder de mentir, manipular, mistificar dos grupos que acumulam fartos lucros. Intimidam, enquanto convém; vendem falsa esperança, quando farejam oportunidade de mais abundante exploração; provocam a «guerra das vacinas», para justificar a verdadeira razão da «prisão sem culpa», promovida pelos partidos do arco da corrupção, transformados, paulatinamente, em arco da opressão, temerosos da  luta tenaz pela erradicação das terroríficas consequências deste desastre. Inábeis na persuasão, minguados de sabedoria, aplicam a repressão;  Outra vez a impunidade; outra vez a farsa de acusações entre os negligentes; outra vez injustas perdas de vida.

Estes episódios funestos deixam sábia lição histórica: «a memória dos homens é curta»! Os verdugos são hábeis: na fábula; no embuste; visam: o «negro esquecimento»; a fuga à culpa inexorável por tantos desmandos, temendo a efectiva punição.

Cabe-nos: despertar as multidões para as heróicas lutas – talvez regadas com sangue de mártires – que hão-de guiar-nos à mudança; agir infatigavelmente, pela «palavra esclarecida», como agentes convictos/confiáveis da defesa dos direitos humanos, - Direito à Vida – grosseiramente espezinhados; defrontar os adversários, sem hesitação, porque subvertem a verdade, corrompem a comunicação social, cuja subserviência asseguram, através dos costumados estratagemas corruptos; censurar complacências, repudiar cumplicidades, amigas do suborno, inimigas da dignidade humana; evocar a História; resistir à infâmia/injúria dos inimigos do humanismo; Agitar a multidão dos oprimidos, no duríssimo percurso conducente à inclusão.

Nesta amargurada efeméride, recordemos, pesarosos, todos os que perderam a vida, por intoleráveis culpas, omissões, negligências, oriundas das inibições dos estados na garantia do direito à saúde – equiparado ao direito à vida.

Tão grande culpa  reproduz-se, agora, na aprovação da eutanásia, suprema infâmia: oculta a traição dos direitos humanos, cuja renegação é aviltante retrocesso civilizacional; exprime a opção: suprimir custos sociais; favorecer o capital. 

A DDE/APD recusou, recusa, recusará «apagar a História» das infinitas vilezas do capitalismo, concretizadas na morte (eutanásia) planificada, à dimensão planetária, dos grupos desfavorecidos: - pessoas com deficiência, pobres,  idosos.

A DDE/APD, recordando: o 50º aniversário da Lei 6/71/11/08; o 45º aniversário da Constituição de Abril;   o 40º aniversário da DPI; o 30º aniversário da Declaração de Harare; declara, convicta:

É imperativo reedificar as ONG’S/PD; retomar, com fortaleza, o atribulado percurso da conquista da construção da sociedade inclusiva; pugnar, infatigavelmente, pelo primado do diálogo; recusar, determinadamente, fingimento de participação; garantir, em todo o território, a consolidação de organizações ««das pessoas com deficiência»» fortemente comprometidas: na rejeição de organizações fingidas promotoras de inclusão;  na defesa de todos os direitos dos grupos desprotegidos, salientando os seus representados; na pedagogia activa/esclarecida  da construção da sociedade inclusiva.

DDE/APD – O porta voz  – tlf: 268841666; mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.  

 

 

 

 

 

 

 

RGPD - Regulamento Geral de Proteção de Dados

 

De acordo com o Regulamento Geral de Proteção de Dados, os dados recebidos através das páginas web, serão processados informaticamente e a sua utilização destina-se exclusivamente para uso interno para responder às questões e formalizar diligências junto das entidades responsáveis. O utilizador deve ter conhecimento de que os dados inscritos irão circular numa rede aberta até ao seu registo na Base de Dados, podendo ser intercetados por terceiros. Aos utilizadores é garantido o acesso aos dados para eventual correção ou eliminação. 

A Associação Portuguesa de Deficientes não fornecerá os dados pessoais a entidades terceiras, e só em situações de necessidade de identificação para resolução das suas questões, haverá uma comunicação prévia solicitando a sua autorização para fornecer os seus dados a entidades terceiras, nomeadamente Câmaras, Hospitais, e Instituições Públicas, pelo que, a sua utilização pressupõe o conhecimento e aceitação destas condições.

 

Poderá consultar mais informações sobre o Regulamento (UE) 2016/679 do Parlamento Europeu e do Conselho de 27 de abril de 2016 e a sua aplicação em https://www.cnpd.pt/bin/rgpd/rgpd.htm 

 

Saiba mais sobre a nossa política de privacidade aqui.