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FORMEM – Ciclo de Eventos com James R. Thompson

FORMEM-Federação Portuguesa da Formação Profissional e Emprego de Pessoas com Deficiência e Incapacidade

 Ciclo de Eventos com James R. Thompson


No próximo dia 13 de Abril, no Auditório do INR – Instituto Nacional para a Reabilitação

As inscrições são gratuitas, mas limitadas ao espaço do Auditório do INR.

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Jogos Paralímpicos Inverno Pequim 2022

SOBRE A DECISÃO DISCRIMINATÓRIA DO COMITÉ PARALÍMPICO

O Comité Paralímpico tomou a insólita e grave decisão de banir os atletas russos e bielorussos com deficiência dos Jogos Paralímpicos Inverno Pequim 2022.

Decisão insólita porque tal nunca aconteceu nas múltiplas situações de guerra, de que são exemplos mais recentes a Palestina, o Iraque, a Líbia o Afeganistão e o Yemen.

Decisão grave porque discrimina e penaliza atletas com deficiência sem qualquer responsabilidade na situação de guerra, contrariando os próprios fundamentos dos Jogos Olímpicos,  a saber, contribuir para a Paz, mesmo  e sobretudo, num mundo em guerra.

A Associação Portuguesa de Deficientes (APD)  condena a guerra, qualquer guerra, porque sabe ser a guerra um fautor cruel que engendra milhares de pessoas com deficiência e provoca sofrimento humano, agravado no caso das pessoas mais vulneráveis como é o caso das pessoas com deficiência.

Por isso, a APD defende a resolução pacífica dos conflitos, apoia todos os esforços desenvolvidos nesse sentido e condena todas as ações que promovam o ambiente  de conflito.

Por isso a APD vem, por este meio, protestar contra a decisão do Comité Paralímpico.

Lisboa, 14-03-2022

Pela APD 

A Presidente
Gisela Valente

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Comunicados

Dia Internacional da Mulher

Aderir à comemoração do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, é atitude comprometida com os direitos humanos, porque, todos os indicadores, em todas as crises, salientam as consequências agravadas para as mulheres, enquanto vítimas das agressões: sofrimento, pobreza, fome, violência, desemprego, desigualdade salarial, inumeráveis discriminações. A estrepitosa falência do modelo social baseado: na exploração; na intoxicação redutora da democracia, semente de desinformação – da comunicação social; a publicidade vexante, utilizando a mulher; a promoção de todo o tipo de alienação; são sintomas do medonho retrocesso social, merecendo especialíssima censura o cruel tratamento das gestantes, mães, causas da assustadora depressão demográfica que nos fustiga.

“No seu Dia” as mulheres não deverão deixar de observar, analisar, as aterradoras ameaças aos seus direitos, à sua dignidade, às conquistas obtidas através de dramáticas lutas.

As mulheres com deficiência padecem uma dupla discriminação: discriminação de género; discriminação causada pela deficiência. 45 Anos de democracia não foram suficientes para acabar com estas discriminações.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência recomenda aos Estados signatários um largo elenco de medidas destinadas à promoção da igualdade; em Portugal essas recomendações, à semelhança de muitas outras disposições desse instrumento universal de direitos, e outra legislação, são “letra morta”.

As mulheres são as vítimas mais sofredoras da guerra e de todas as calamidades provocadas por esse horrendo flagelo. A luta incessante, firme, convicta pela Paz deverá constar de todas as reivindicações das mulheres. A dissolução de todas as alianças belicistas. O desarmamento geral verificado, a resolução pacífica, através da diplomacia, de todos os conflitos, devem transformar-se em exigências.

As trágicas consequências da guerra – sempre condenável, génese de multidão de pessoas com deficiência e o desvio de imensos recursos para a guerra são obstáculos à construção da sociedade inclusiva.

A mudança depende do reforço, consolidação, reconhecimento da função essencial das organizações cívicas, inequivocamente ligadas à defesa dos direitos humanos, e da ação determinada das pessoas com deficiência em prol desses direitos e da indispensável transformação social.

A APD saúda as mulheres, focalizando as mulheres com deficiência no “seu dia”!

A APD exorta/convoca as mulheres a participar, em defesa dos seus direitos, em todas as manifestações comemorativas, salientando a Manifestação convocada pelo MDM que se realizará em Lisboa no dia 12 de março.

 

Paz sempre, guerra nunca mais!

Todos os Direitos, para todas e todos, em toda a Parte!

 

 

Lisboa, 8 de março de 2022

 

Pela APD

A Presidente

Gisela Valente

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Comunicados

39º Aniversário Estatuto IPSS

A DDE/APD Não pode deixar passar o 39º aniversário do modelo IPSS,(25/02/83) sem denunciar a cumplicidade de poderes/organizações, vergados ao peso de clientelas/benesses.

A DDE/APD rejeitou, sempre, o modelo IPSS, nas diversas versões, porque colide com os mais progressivos projectos inclusivos, proclamados por organizações internacionais, destacando a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

A longa vigência deste estatuto (apesar de revisão) em virtude dos imensos malefícios causados, tem sido obstáculo fortemente condicionante da evolução do processo incluente. Contaminado por conceitos/modelos arcaicos, protegido por ininteligíveis interesses dos governos, este desventurado estatuto tem beneficiado de intoleráveis complacências, porque é permissivo a todas as manipulações: clientelismos, favores, compadrios, amiguismos, voto cativo; promove carreirismos de protagonistas: de curto conhecimento;  nenhuma solidariedade;  desvairadas ambições proporcionais à manifesta incompetência; afastados da defesa dos direitos dos utilizadores. Alarga-se a desconfiança neste estatuto, origem do decréscimo do voluntariado.

A corrupção, o menosprezo, a burocracia, a suspeição do poder, transplantando para o universo do voluntariado o clima de escandalosa corrupção, de perversa impunidade, são factores fortemente condicionadores do trágico decréscimo do trabalho voluntário.

O regime democrático tem sido insolente para os fracos, cúmplice dos poderosos. As forças conservadoras têm aspirado, obstinadamente: à submissão do universo associativo independente, liberto, resistente.

Têm favorecido, através de benesses injustas: atitudes antagónicas ao «zelo republicano»; processos corruptos; tolerância ao voto cativo; o extenso universo de organizações, fingidas aderentes aos direitos humanos, onde pontificam práticas afastadas da ética da dignidade humana.

A emergência de catastrófica crise social, cujas causas conhecemos, realça a função insubstituível de organizações de defesa dos direitos humanos: lúcidas, libertas, reivindicativas, unidas, comprometidas no combate permanente, persistente, resistente, na salvaguarda dos direitos humanos. O capitalismo subverte os valores civilizacionais; renega os direitos humanos; utiliza estratagema abominável: – manipular os direitos humanos contra a humanidade…

Exibe, como propaganda, a Declaração Universal dos Direitos Humanos! Renega-a, rasga-a, quando é essencial explorar: Fazer crescer a pobreza; expandir a fome; fomentar a guerra; alargar a desigualdade; promover a exclusão…

Este panorama desolador, este clima de apocalipse, a submissão das IPSS’S a tão desajustadas concepções, clamam: imediata/urgente revogação de tal estatuto; aprovação de legislação configurada com o direito constitucional: consolidação da liberdade/autonomia associativa; rigorosa transparência/probidade; supressão de todos os privilégios injustos; reabilitação do voluntariado; indefectível apego aos direitos dos destinatários.

A DDE/APD exorta todas as organizações incluentes: à luta pela PAZ! pela defesa da Declaração Universal dos Direitos Humanos, atributo essencial do direito ao desenvolvimento sustentado, porque a guerra, sempre condenável, gera as maiores calamidades; à globalidade dos direitos. 

As ONG’SS/inclusivas deverão inscrever como reclamações inegociáveis:

Paz, protecção do direito à vida,  requisitos primordiais da inclusão.

 

Caminho de Paz, Caminho de Inclusão!

 

DDE/APD – O porta voz   

DDE/APD – tlf: 268841666; mail degesdira@sapo.pt

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Legislação

Fevereiro 2022

Legislação Fevereiro

Portaria n.º 64/2022 de 1 fevereiro

Estabelece as patologias que podem ser objeto de emissão de atestado médico de incapacidade multiúso, no âmbito da avaliação de processo em sede de junta médica de avaliação de incapacidade, com dispensa de observação presencial do interessado
https://dre.pt/dre/detalhe/portaria/64-2022-178478634

Portaria n.º 77/2022 de 3 fevereiro

Estabelece as condições de instalação, organização e funcionamento a que deve obedecer a resposta social Residência de Autonomização e Inclusão
https://dre.pt/dre/detalhe/portaria/77-2022-178602021

Portaria n.º 88/2022 de 7 fevereiro

Procede à décima primeira alteração ao Regulamento Específico do Domínio da Inclusão Social e Emprego
https://dre.pt/dre/detalhe/portaria/88-2022-178714899

Portaria n.º 99/2022 de 21 fevereiro

Procede à terceira alteração da Portaria n.º 48/2016, de 22 de março, que determina que os medicamentos destinados ao tratamento de doentes com artrite reumatoide, espondilite anquilosante, artrite psoriática, artrite idiopática juvenil poliarticular e psoríase em placas beneficiem de um regime excecional de comparticipação
https://dre.pt/dre/detalhe/portaria/99-2022-179327540

Portaria n.º 100/2022 de 22 fevereiro

Fixa o montante do subsídio a atribuir ao cuidador informal principal e do rendimento de referência do seu agregado familiar
https://dre.pt/dre/detalhe/portaria/100-2022-179503383

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Comunicados

Prevenir, Agir, Refletir

A conclusão próxima da legislatura permite fazer balanço das eventuais transformações no panorama da inclusão: A presença de pessoas com deficiência em cargos de relevância, certas promessas, anunciavam novidades que concretizassem a efectiva aplicação da Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência. Sendo manifesto que a lei 38/2004 era, à semelhança das pretéritas, «letra morta», o discurso da mudança, amplamente espalhado, gerou expectativas, logo dissipadas pela continuidade do acolhimento de propostas do anterior governo, o mais claro inimigo da inclusão.

Ainda assim, as ilusões resistiram, porque organizações e dirigentes, deslumbrados, não interpretavam os agoireiros presságios.

É justo  aplaudir alguma mudança positiva, mas o balanço não é  satisfatório: A  obstinação  na repetição de  opções conservadoras, salientando a supressão do direito ao diálogo/participação (inegociável);  as oscilações na educação inclusiva; as inquietantes disfunções no sector saúde; certos tiques prepotentes no controlo das organizações; a sobrevalorização das organizações prestadoras de serviços;  a tolerância à corrupção;  a  indefinição da tutela das políticas inclusivas;  o acentuado desprezo pelas organizações intervenientes nas zonas deprimidas, protagonizado pelos órgãos desconcentrados; foram elucidando, foram desfazendo ilusões.

O governo desvalorizou o 40º aniversário do INR; terá tomado consciência das contradições/insuficiências desse órgão?  A indefinição instrumental da tutela das políticas inclusivas, cuja execução deveria  desenvolver-se ao mais alto nível da pirâmide do Estado, paralisa a necessária mudança, bloqueada por burocracia, burocratas, minguados, muitas vezes, de conhecimento.

Houve algumas inovações, mas não resultaram de opções governamentais.

Outra vez, abundaram promessas, discursos, mas faltou concretizar a inclusão.

Sejam destruídas ilusões falaciosas! à margem das organizações genuínas representativas das pessoas com deficiência, persistirá o fracasso rotundo da inclusão!  Tal é a profunda convicção de numerosas organizações internacionais idóneas, tal é a experiência histórica.

São apavorantes os sinais trágicos de retrocesso social, solidário, humanista; as pessoas com deficiência estarão atentas aos tremendos perigos? Interpretarão os horrendos presságios? Toleram: o negócio da saúde; os obscenos lucros: da indústria farmacêutica; da «medicina do negócio»; recusam abolir as patentes, promovem a desigualdade no acesso às vacinas, a outros medicamentos aos países subdesenvolvidos, aos países resistentes à voragem capitalista. Quantos sofrimentos padecerão as pessoas com deficiência nesses territórios de ignominiosa exclusão? 

Haja sabedoria, porque, se não houver activa vigilância, se não assumirmos forte compromisso, se nos deixarmos alienar por esta miserável propaganda, choraremos, depois, porque os verdugos são implacáveis inimigos: dos direitos humanos; da justiça social; da solidariedade; da inclusão…

Cuidar da dignidade da pessoa;  defender os direitos humanos; vigiar a nossa inclusão!… Enquanto é tempo!…

A DDE/APD não se pronuncia sobre ««voto»». Quando optarmos: certificar-nos dos compromissos; recordar «falsas promessas»; condenar, activamente, o desmesurado aumento dos preços, face ao minguado crescimento dos salários,[vide relatório Conselho Económico-Social, (12/01)]; 

repudiar, sem reservas, complacência com este clima de abominável corrupção; renegar discursos hipócritas; reprovar vergonhosas propagandas enganadoras… (verdadeiras subversões da democracia)

{Compromissos, cumprem-se}…

{«É preciso avisar toda a gente, Dar Notícia, informar, prevenir!»}

Ao mensageiro não faltará força para, através da palavra, arma predilecta,  «prevenir»:  Conformar-se, perecer; vigiar, lutar, construir aquela sociedade nova, aquele sonho radioso, a sociedade inclusiva… síntese perfeita da democracia…

 

DDE/APD – O porta voz  

 

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Legislação

Janeiro 2022

Legislação Janeiro


Decreto-Lei n.º 1/2022 de 3 janeiro

Altera o regime de avaliação de incapacidade das pessoas com deficiência;
https://dre.pt/dre/detalhe/decreto-lei/1-2022-176907537

Portaria n.º 6/2022 de 4 janeiro

Procede à atualização anual das pensões de acidentes de trabalho para o ano de 2022;
https://dre.pt/dre/detalhe/portaria/6-2022-177088816

Lei n.º 5/2022 de 7 janeiro

Regime de antecipação da idade de pensão de velhice por deficiência;
https://dre.pt/dre/detalhe/lei/5-2022-177309290

Decreto Regulamentar n.º 1/2022 de 10 janeiro

Estabelece os termos e as condições do reconhecimento do estatuto de cuidador informal bem como as medidas de apoio aos cuidadores informais e às pessoas cuidadas.
https://dre.pt/dre/detalhe/decreto-regulamentar/1-2022-177363476

Decreto Legislativo Regional n.º 3/2022/M de 13 janeiro

Define o regime jurídico da transição para a vida adulta e reabilitação das pessoas com deficiência ou incapacidade na Região Autónoma da Madeira
https://dre.pt/dre/detalhe/decreto-legislativo-regional/3-2022-177583959

Portaria n.º 38/2022 de 17 janeiro

Cria e regula a medida Compromisso Emprego Sustentável
https://dre.pt/dre/detalhe/portaria/38-2022-177634370

Declaração n.º 1/2022 de 18 janeiro

Designação de membros para o conselho consultivo do mecanismo nacional de monitorização da implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
https://dre.pt/dre/detalhe/declaracao/1-2022-177796598

Portaria n.º 42/2022 de 19 janeiro

Procede à quinta alteração ao regulamento geral do Fundo de Auxílio Europeu às Pessoas Mais Carenciadas e à regulamentação específica do Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas em Portugal
https://dre.pt/dre/detalhe/portaria/42-2022-177847670

Portaria n.º 48/2022 de 20 janeiro

Cria e regula o Programa Cartões Sociais
https://dre.pt/dre/detalhe/portaria/48-2022-177875731

Portaria n.º 56/2022 de 27 janeiro

Procede à segunda alteração da Portaria n.º 342/2017, de 9 de novembro, que estabelece os critérios, limites e rácios necessários à execução do Decreto-Lei n.º 129/2017, de 9 de outubro
https://dre.pt/dre/detalhe/portaria/56-2022-178264014

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Comunicados

Braille – Profeta da Inclusão

Em tempo conturbado – forte retrocesso na inclusão; pouco apreço pela educação;  discriminação da cultura – exaltar Louis Braille (04/01/1809) pela importante obra na abertura do caminho da inclusão das pessoas com deficiência visual reveste amplo significado:  a História, tão abjurada, sepultou «no vaso negro do esquecimento» acontecimentos, personagens, que abriram a larga estrada do humanismo…

Louis Braille, criando a escrita para os cegos, abriu a este grupo um mar de rumos, jamais desbravados… Paladino da inclusão, merece todas as evocações, porque é determinante revelar às novas gerações, as grandes descobertas que lhes querem fazer ignorar, apresentando-lhe «ídolos com pés de barro», utilizados na manipulação, intoxicação, intimidação, tendentes: ao brutal crescimento da desumanização; à planificada degradação civilizacional cujas medonhas consequências são aterradoras…

As utópicas promessas de «mudar o mundo rumo à inclusão» florescentes no último quartel do sc XX foram abaladas, traídas, renegadas, no alvorecer do 3º milénio! O refluxo das forças conservadoras, sedentas de reassumir posições opressivas, obstinadas na exploração, inimigas dos direitos humanos, foi celeradamente ocultado, mediante poderosos instrumentos eficazes, visando iludir, hipnotizar, manipular, prometendo falsos «paraísos perdidos», rapidamente degenerados em insuportável inferno.

A celebração (2003) do Ano Europeu das Pessoas com Deficiência, foi embuste, porque a mesma Europa aderiu às posições excluentes, renegou a Declaração de Madrid; embora tenha, a contra gosto, ratificado a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, tolerou o evidente retrocesso na construção da sociedade inclusiva, apesar da intensificação eivada de hipocrisia do discurso incluente. A recente aprovação da estratégia Europeia para a Deficiência 2021/2030 esclarecerá que rumo pretende a Europa no atribulado percurso inclusivo. Entre nós, maugrado abundante propaganda, o resultado é débil.

Salvo louváveis excepções, tudo se reduz a «verborreia», inconsistente, contraditória, afastada das reais aspirações das pessoas com deficiência – e suas organizações representativas. A transigência, o conformismo, o criticismo estéril, a complacência, génese de favores, benesses, carreirismos, sintoma do deplorável declínio do trabalho voluntário, patente no universo associativo, pressagiam o retardar da real/efectiva inclusão, impossível à margem das ONG’S/PD. Não merecemos: Louis Braille, Branco Rodrigues, outros abnegados paladinos do ideal incluente que dedicaram as suas atribuladas existências à nobilíssima causa: «construir a sociedade inclusiva».

Quando os perigos são gigantescos, sirvam-nos as lições sapientíssimas desses «homens honrados, que, arrostando, tantas vezes, incompreensões/discriminações, resistiram…

A mudança, a novidade humanista, tiveram sempre «mártires»… Quantos martírios terão padecido esses «heróis»?

Enquanto há tempo, força, convicção, acordemos deste funestíssimo torpor que nos atormenta!

A inclusão há-de ser conquista, a vitória humanista fecunda na História, cresce na luta, desfruta-se na consciência do dever cumprido, no aplauso das gerações futuras!…

Por isso, exaltamos Louis Braille, construtor de novos ideais, novo rumo na inclusão das pessoas com deficiência visual…

A mais justa homenagem a Louis Braille, devida pelas pessoas com deficiência visual, é regressar à acção construtiva que faça História, onde Braille conquistou, por direito, mérito de permanecer, junto doutros resistentes, dignos de perpétua memória…

DDE/APD – O porta voz   
DDE/APD – tlf: 268841666; mail degesdira@sapo.pt

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Notícias

Projeto – Tempo para SI – APPACDM

O(a) cuidador(a) informal é a pessoa que assume preferencialmente a prestação de cuidados à pessoa dependente, podendo ser um familiar, amigo ou pessoa próxima que assume a função de cuidador principal a outrem. Este Programa pretende abranger os(as) cuidadores(as) informais residentes no Concelho de Almada, procurando criar condições para o seu descanso, proporcionando-lhes um “tempo para si”.

Link de inscrição para o projeto “Tempo para Si”  Tempo para Si – Formulário de Inscrição

Mais informações na página da APPACDM:  https://appacdm-lisboa.pt/respostas-sociais/tempo-para-si/

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Mensagem Natal

As trevas escuríssimas ofuscam, outra vez, a luz brilhante do Teu Presépio! Faltam-nos: a tua luz, a Tua bondade, a Tua misericórdia, aqueles sábios ensinamentos que repetiste, tantas vezes; outras tantas renegados, vilipendiados, por esta humanidade, progressivamente desvairada, irreversivelmente alienada, escrava do mito, do preconceito, da indigna manipulação, aturdida pelo mais patológico exibicionismo.

Reinam: a blasfémia, a hipocrisia, a mais despudorada mentira, a sede insaciável de riqueza, a obsessão de explorar infinitamente, sugar o sangue dos pobres, dos emigrantes, dos refugiados, de todos os grupos excluídos…

Quem são esses que dizem festejar o Teu Nascimento? Teus discípulos, não são; tão pouco são Teus amigos; com gestos blasfemos, são Teus inimigos! E, sabes, se nascesses hoje, crucificar-Te-iam…

É o que fazem, todos os minutos, a milhares de irmãos que morrem de fome, que sofrem a mais atroz pobreza, que são despojados da sua inalienável dignidade, que morrem, em qualquer viagem, onde somente procuram vida menos sacrificada…

Esta humanidade pecadora não merece celebrar o Teu Santo Nascimento! É merecedora de justíssimo castigo! Manda-a «às penas do profundo»…

Talvez a Tua Misericórdia possa acender «aquela luz» que alumie esta horda de desalmados!

Antes que seja tarde, antes da Tua «profecia» – «Passará o Céu e a terra, mas não passarão as Minhas Palavras» –  terrível, faz-lhe ver o brilho inapagável da Tua luz, porque doutro modo ninguém se salvará…

Tu prometeste a salvação, mas a dureza destes «corações empedernidos» é infinitamente mais digna de «severa punição» que da Tua caridade…

Os Teus gemidos, quando choras no presépio,  não comovem os «donos do mundo»! Os Teus mandamentos não os seduzem; tudo, esqueceram tudo, excepto as mais horrendas vilezas que fustigam o cortejo infinito de explorados! ««Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei»»!««o que fizerdes a um dos Meus irmãos pequeninos, a Mim mesmo o fareis»»! Milhões destes Teus irmãozinhos morrerão de fome; outros tantos padecerão atrocíssimos vexames,  vítimas de horrendas guerras,  naufragados no mar que Tu conheceste…  Que fazer a este pecado organizado? Como desprezar este «concerto de gritos»? Como tolerar esta desumanidade?

É satânico o barulho da alienação desta semente de pecaminosa ilusão… É débil a melodia dos cânticos exaltantes do Teu Nascimento! Não ouvem a Tua Sagrada Palavra; não vêem a Tua  luz brilhante; afundaram-se na desvairada loucura cujas razões ignoram; domina-os trágica ignorância! padecem supina demência!… Em pavoroso acesso de loucura, são capazes de destruir a humanidade…   

Agora, agora, faz o que puderes – Tu és omnipotente! – Não deixes naufragar esta humanidade que mergulha, inconsciente, alucinada: neste caos de desespero, desencanto, neste «deserto de perdição», «na mais austera, apagada e vil tristeza»…

Se não mudarmos de caminho,  porventura,   não haja muito tempo para celebrar mais Natais!…

Este Natal é cenário de Apocalipse!…

  Feliz Natal, longe das mundanas luzes! Perto da luz do presépio!

Venturoso, pacífico, inclusivo 2022!

Fraternidade, solidariedade, justiça, paz, inclusão!…

Façamos, deste tempo de escuríssimas trevas, rebrilhar a luminosa luz do presépio!

Abramos os corações aturdidos à lúcida mensagem do «Natal do Menino Jesus!» 

Ajudem-nos, neste tempo de tribulação, a construir a sociedade   inclusiva, novo rumo da humanidade, expressão luminosa da amorosa mensagem do Menino Jesus!…

DDE/APD – A Direcção
DDE/APD – tlf: 268841666; mail: degesdira@sapo.pt