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A APD analisou o Orçamento de Estado para 2023

A APD-Associação Portuguesa de Deficientes  analisou o Orçamento de Estado para 2023 e no que às políticas para a salvaguarda dos direitos das pessoas com deficiência diz respeito, considera que há sérias questões que continuam por responder. Considerando a fase de discussão que se encontra patente, tomámos a liberdade de remeter aos Grupos Parlamentares na Assembleia da República os nossos contributos, por forma a defender os interesses das pessoas com deficiência.

Orçamento de Estado 2023

Produtos de Apoio

O Decreto-Lei 93/2009, de 16 de Abril, alterado pelo Decreto-Lei 42/2011, de 23 de Março, criou o Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA) a pessoas com deficiência e a pessoas com incapacidade temporária.

O art.º 5 do Decreto-Lei 93/2009, não alterado pelo Decreto-Lei 42/2011, determina a  “Atribuição de forma gratuita e universal de produtos de apoio”. Por sua vez, o art.º 11 da mesma legislação determina que “o montante das verbas destinadas ao financiamento dos produtos de apoio é fixado, anualmente, por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da segurança social, da saúde e da educação”.

Acontece que, sistematicamente, ano após ano, este Despacho conjunto só é efetivado em Dezembro de cada ano, embora com efeito retroactivo a 1 de Janeiro desse mesmo ano.

Naturalmente, esta má prática tem efeitos nefastos que penalizam as pessoas com deficiência, porque as entidades financiadoras carecem de informação e dos meios necessários para darem resposta atempada às pessoas que necessitam dos produtos de apoio, com consequências altamente lesivas para a saúde, o bem-estar e a inclusão das pessoas com deficiência. Trata-se, pois, de uma prática que viola o princípio da não discriminação, nos termos da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Acresce, que esta prática conduz à irracionalidade de simultaneamente haver pessoas com deficiência sem atribuição de produtos de apoio e sobrar dinheiro do montante das verbas inscritas no Despacho conjunto. Esta é uma ocorrência anual, pelo menos desde 2015, conforme estudo do Observatório da Deficiência e dos Direitos Humanos, sobre Pessoas com Deficiência, em Portugal, Indicadores de Direitos Humanos, 2021.

Pelo exposto, entende a Associação Portuguesa de Deficientes (APD) que urge alterar o sistema de orçamentação do financiamento do SAPA, para que seja conhecido desde a aprovação do Orçamento de Estado.

Nesse sentido, a APD solicita aos Senhores Deputados que façam inscrever no Orçamento de Estado para 2023 o montante das verbas destinadas ao financiamento do SAPA, de forma clara e transparente.

 

PSI – Prestação Social para a Inclusão

A criação da Prestação Social para a Inclusão (PSI), pelo Decreto-Lei 126-A/2017 de 6 de Outubro, correspondeu à necessidade de compensar as pessoas com deficiência pelo défice de inclusão de que a sociedade é responsável por não lhes garantir os Direitos Humanos consagrados pela Convenção da ONU para as Pessoas com Deficiência, ratificada por Portugal em 2009. De acordo com este princípio, todas as pessoas com deficiência deveriam ter direito a essa prestação, independentemente dos respetivos rendimentos pessoais ou familiares.

Infelizmente, não foi o que aconteceu. No que concerne a componente base, só as pessoas com um grau de incapacidade igual ou superior a 80% não são penalizadas em função dos respetivos rendimentos pessoais e a atribuição do complemento depende dos rendimentos do agregado familiar, independentemente do grau de incapacidade da pessoa com deficiência.

Numa perspectiva de equidade social, tais restrições poderiam ser consideradas razoáveis, se o valor dos montantes estipulados para a componente base e para o complemento não fossem irrisórios.

O valor mensal da componente base começou por ser de 269,08 euros e, desde Outubro de 2020, é de 275,3 euros. Quanto ao complemento foi estipulado um limiar máximo de rendimento mensal familiar, atualmente estabelecido em 443,28 euros.

Naturalmente, numa altura em que a inflação aumenta (o Banco de Portugal anunciou que em Setembro de 2022 a taxa de inflação era já de 9,8%) degradam-se as condições de vida das pessoas com deficiência. 

Neste quadro, a Associação Portuguesa de Deficientes (APD) considera insuficiente o aumento de 8% para a componente base da PSI, e apela aos Senhores Deputados para que proponham e aprovem um aumento da PSI de pelo menos 10%, no Orçamento de Estado de 2023.

 

Apoio às Associações de Pessoas com Deficientes – ONGPD

A inclusão plena e harmoniosa das pessoas com deficiência na sociedade não é possível sem que essas pessoas possam usufruir das liberdades fundamentais de forma a poderem participar no desenvolvimento humano, social e económico dessa sociedade.

Sabemos, contudo, que esse ganho civilizacional é árduo e exige uma permanente vigilância no combate às discriminações objetivas e subjetivas de que são alvo as pessoas com deficiência. Por isso, as pessoas com deficiência criaram as suas associações. Sem elas, as pessoas com deficiência dificilmente teriam a oportunidade de estar ativamente envolvidas nos processos de tomada de decisão sobre políticas e programas, incluindo aqueles que lhes dizem diretamente respeito.

As Associações de Pessoas com Deficiência desempenham, pois, um papel imprescindível num sistema democrático porque dão corpo ao lema “nada sobre nós, sem nós”, consagrado pela Convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência, e porque coadjuvam os decisores e executores das políticas públicas para a inclusão.

É o reconhecimento deste papel imprescindível das Associações de pessoas com deficiência que justifica o apoio governamental ao seu funcionamento, através da atribuição anual de um determinado montante de financiamento. Esta atribuição é efetuada pelo INR, Instituto Nacional de Reabilitação, nos termos do Regulamento n.º1026/2020, de 18 de novembro.

Infelizmente, a dotação orçamental para esse apoio tem demonstrado ser insuficiente para o cumprimento da missão das Associações, classificadas como ONGPD (Organizações não-Governamentais das Pessoas com Deficiência).

Em 2022, a dotação orçamental para o apoio ao funcionamento das ONGPD foi de 1,4 milhões de euros, correspondendo a um aumento de 4,48% relativamente a 2021. Contudo, como simultaneamente houve um aumento do número de ONGPD, o apoio médio por Associação diminuiu de 5,32%.

Esta realidade, no atual contexto marcado por uma crescente inflação e subsequente aumento das necessidades de apoio às pessoas com deficiência já muito fragilizadas pelos custos materiais e psicológicos provocados pela pandemia do COVID19, cria enormes dificuldades à capacidade das Associações para cumprirem a sua missão no apoio às pessoas com deficiência.

 

Consequentemente, a Associação Portuguesa de Deficientes, APD, solicita aos Senhores Deputados que seja atribuído um aumento de 10% para a dotação orçamental de apoio ao funcionamento das ONGPD no quadro do Orçamento de Estado para 2023.

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Inquérito – Projeto (In)Formar e (Des)Envolver para Incluir

No âmbito do seu Projeto (In)Formar e (Des)Envolver para Incluir, a FPDD – Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência criou um conjunto de inquéritos visando o levantamento de necessidades e interesses na prática desportiva para Pessoas com Deficiência e Incapacidade (PcDI), por forma a definir os locais alvo para o desenvolvimento de programas desportivos nesta área.

Assim, foram criados 3 inquéritos distintos em Google Forms, destinados a:

Agradecemos a colaboração no preenchimento dos inquéritos, através dos links, de acordo com a categoria onde se enquadram. 

Solicitamos que os inquéritos sejam respondidos até ao dia 30 de abril de 2022.

O Projeto (In)Formar e (Des)Envolver para Incluir é cofinanciado pelo INR,I.P. e pelo IPDJ,I.P.

Manuela Palma
Departamento de Recursos Humanos, Administração, Finanças e Qualidade

Rua Presidente Samora Machel, Lote 7 r/c d.to
2620 – 061 Olival Basto – Portugal

Telf.: + 351 21 937 99 50   TM: +351 932379959
manuela.palma@fpdd.org | www.fpdd.org

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O uso de espaços verdes na cidade de Lisboa por pessoas com 65 anos

Inês Almeida do Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento  da Universidade Lusófona, está a realizar o doutoramento em Urbanismo na Universidade Lusófona. Este projeto tem como objetivo geral a compreensão da associação entre o bem-estar das pessoas idosas com mais de 65 anos, residentes na cidade de Lisboa e o uso de espaços verdes públicos. 

Nesse contexto, a opinião das pessoas idosas residentes em Lisboa, frequentadoras de espaços verdes públicos deve ser ouvida.

A recolha de dados será feita, numa primeira fase, através da resposta a um questionário anónimo (duração de preenchimento de aproximadamente 15 minutos).

Face à situação pandémica o questionário será disponibilizado online, através da seguinte hiperligação:

https://ulusofona.qualtrics.com/jfe/form/SV_2bDHvhJ7J3MqN7w 

 

Para mais esclarecimentos, poderá contatar:
Inês Almeida
Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento
CIDATE: A Ciência Cidadã na apropriação e compreensão do Território
Universidade Lusófona
Campo Grande, 376
1749-024 Lisboa – Portugal
ines.almeida@ulusofona.pt 

www.ceied.ulusofona.pt
www.ulusofona.pt

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Ofertas de Emprego/Estágios – destinado a pessoas com incapacidade

Estão abertas as candidaturas para estágios na área da jardinagem. 
Este estágio é destinado a pessoas que tenham incapacidade.

Requisitos:

  • Ter certificado de habilitações;
  • Cartão de cidadão/ Titulo de residência, nº de segurança social e NIF;
  • Estar inscrito no IEFP. 

Será para a zona do Algarve.
Deverão enviar em anexo o CV.
Departamento Administrativo e Financeiro 
+351 915 407 219    |    catarina.branco@meristema.pt   

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Corrida em cadeira de Rodas na Covilhã – dia 1 de Maio

Vai realizar-se no próximo dia 1 de Maio de 2022, uma corrida de 3Km em cadeira de rodas, com partida na Junta de Freguesia de Cantar Galo, Covilhã.

Regulamento.

Para mais informações contatar a Delegação Distrital da APD de Castelo Branco.

Telefone:  275 085 250 / 92 806 1956 

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Deficiência traz maior risco de exclusão? – Entrevista

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Conselho de Cidadãos – 2022

Com o intuito de proporcionar e incentivar a participação dos cidadãos, visando a apresentação de propostas para a cidade de Lisboa, foi criado o “Conselho de Cidadãos”.

É nossa intenção que esta iniciativa constitua um inspirador contributo para os projetos dinamizados pela Câmara Municipal de Lisboa, adaptando-os mais às necessidades da população. Assim, contamos com a vossa colaboração na participação e divulgação desta atividade (Kit Digital em anexo), por forma a torná-la o mais abrangente e participativa possível.

As pessoas que pretendam contribuir com as suas ideias, poderão preferencialmente inscrever-se através do site da Câmara Municipal de Lisboa, link Conselho de Cidadãos – Município de Lisboa – Cidadania no qual poderão aceder a mais informações e esclarecer eventuais dúvidas (vide perguntas frequentes). Dispõem também da alternativa de inscrição através de formulário próprio (em anexo) que depois de preenchido deverá ser remetido para o e-mail conselho.cidadaos@cm-lisboa.pt

Para qualquer esclarecimento adicional, poderão contactar a Divisão da Participação através dos números 912438926 ou 910663223.

Consulte o Folheto

 Câmara Municipal de Lisboa
 Departamento para os Direitos Sociais
 Rua Dom Luís I, 10 – Edifício 2 | 1200-151 Lisboa
 Telefone (+351) 21 8173601
 www.cm-lisboa.pt | claudia.prazeres@cm-lisboa.pt

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Inquérito de mercado – Projeto RAMP

Somos um grupo de estudantes da Unidade Curricular de Saúde Digital, da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, que estamos a trabalhar no desenvolvimento de um projeto – Ramp, cuja população alvo são os utilizadores de cadeiras de rodas.

Clique na imagem.

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Webinar – Comunicar é Possível dia 23/4/2022

Contactos, Telemóvel e WhatsApp

+351 936 730 970 
cidadaodiferente.mcd@gmail.com
Movimento Cidadão Diferente | Facebook

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Desfile 25 de Abril de 2022