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3 de Dezembro – Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Em 1992 a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o dia 3 de Dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, com o objetivo de trazer para a discussão pública os problemas que enfrentam as pessoas com deficiência no seu dia-a-dia e realçar a necessidade e obrigação de todos os países membros promoverem os seus direitos humanos.

Desde então aumentou a perceção da sociedade sobre os direitos das pessoas com deficiência, direitos estes consagrados em diversos instrumentos de direitos humanos e na legislação portuguesa mas, na prática, estes cidadãos continuam a ser tratados diferentemente no acesso aos equipamentos, bens e serviços disponíveis para a sociedade em geral.

A pandemia veio acentuar as diferenças de tratamento e as desigualdades e a castigar diferentemente os mais pobres e socialmente fragilizados. Demonstrou, sem sombra de dúvida, o quanto a institucionalização torna vulneráveis os idosos e pessoas com deficiência, assim como demonstrou que a informação está longe de ser acessível para todos, mesmo se essa informação é vital para a sua segurança.

O lema das Nações Unidas para o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência 2020 é “Reconstruir melhor: Rumo a um mundo pós-COVID-19 inclusivo, acessível e sustentável”.

Partamos pois da experiência passada para fazer melhor no futuro. E fazer melhor significa apostar na educação inclusiva e de qualidade, no emprego com direitos, incluindo as adaptações razoáveis, no acesso à cultura, à informação, ao desporto em condições de igualdade e na acessibilidade do meio físico e construído, bem como dos transportes fundamentais para assegurar a mobilidade das pessoas com deficiência.

 

Lisboa, 3 de Dezembro de 2020

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Covid-19

Ao fim de cerca de um mês da declaração do estado de emergência, a  Associação Portuguesa de Deficientes considera que as pessoas com deficiência têm sido pouco referidas nas mensagens e nas medidas adotadas nesta fase de confinamento provocada pelo Covid 19. A APD alerta para várias das circunstâncias que podem ser particularmente gravosas para os cidadãos com deficiência.

 Desde logo a informação que, pese embora a preocupação em assegurar a língua gestual nas conferências do Ministério da Saúde, não tem sido acompanhada da necessária legendagem que para as pessoas com deficiência auditiva é fundamental, como noutras situações e informações relevantes. E acresce o facto de ser escassa a informação em linguagem fácil e adequada às pessoas com deficiência intelectual .

 Outra grande preocupação nossa é a ausência de informação sobre a situação vivida, sobretudo por pessoas com grandes deficiências, nos lares ou residências onde estão confinadas. De que forma o surto da Covid 19 tem sido acompanhado nestas instituições, qual a realidade e quais as soluções encontradas.

 Também se desconhecem os moldes em que a assistência pessoal, quer a prestada no âmbito do Movimento de Vida Independente, quer por serviços da segurança social ou das misericórdias, está a ser disponibilizada a pessoas com deficiência que deles dependem para as tarefas de vida diária.

 A APD solicitou informação do Ministério da Educação sobre a acessibilidade do ensino à distância para os alunos com deficiência e até à data não obteve resposta. Que apoios educativos estão a ser disponibilizados aos alunos e aos pais para que possam acompanhar este novo tipo de ensino.

 Fica em nós a sensação de que as pessoas com deficiência têm sido esquecidas nesta situação de excepção, o que nos parece particularmente gravoso dadas as condições de desigualdade em que essas pessoas sempre se encontram.

 A Associação Portuguesa de Deficientes tem consciência da gravidade do momento vivido por todos os portugueses, perante a ameaça do vírus SARS Cov-2, e expressa a sua absoluta disponibilidade para apoiar, com o seu conhecimento e experiência, tudo o que possa ser feito nesta fase difícil. Nomeadamente naquilo que ajude a minimizar as dificuldades das pessoas com deficiência.

Lisboa, 20 de abril de 2020

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Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Foi em 1992 que a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o dia 3 de Dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, visando aumentar o conhecimento dos problemas enfrentados por essas pessoas no seu dia-a-dia e consagrando a necessidade e a obrigação de todos os países membros das Nações Unidas promoverem os seus direitos e bem-estar. Desde 1992 que a APD comemora o 3 de Dezembro refletindo sobre a situação das pessoas com deficiência, em Portugal, e apontando prioridades de ação para o desenvolvimento de políticas inclusivas. Este ano, porque se inicia uma nova legislatura, a reflexão terá de contemplar as reivindicações formuladas numa Carta Aberta, dirigida pela APD aos Partidos políticos candidatos às recentes eleições para a Assembleia da República.

É urgente estabelecer um plano efetivo de eliminação dos obstáculos na via pública e garantir a acessibilidade aos transportes públicos e é preciso criar linhas de financiamento para a adaptação das habitações das pessoas com deficiência. Há que dar cumprimento efetivo ao princípio da atribuição universal e gratuita de produtos de apoio. É urgente investir na educação inclusiva, dotando as escolas com os necessários recursos humanos, de forma a assegurar o apoio centrado na sala de aula. Impõe-se o desenvolvimento de políticas pró-ativas que favoreçam o emprego remunerado e o trabalho por conta própria de pessoas com deficiência. É imprescindível melhorar a qualidade e o acesso aos cuidados de saúde, em tempo útil, incluindo a articulação entre os diversos serviços de saúde e de recuperação. Os obstáculos legais ou burocráticos ao acesso à Prestação Social de Inclusão – PSI- devem terminar. A idade da reforma dos trabalhadores com deficiência deve ser reduzida, considerando que estes trabalhadores sofrem maior desgaste físico.

Promover a participação e o papel das pessoas com deficiência: fazer progredir a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável é o lema das Nações Unidas para o Dia Internacional das Pessoas com deficiência 2019. Com isso, as Nações Unidas procuram afirmar que as pessoas com deficiência devem poder e têm o dever de contribuir para a construção de um Mundo onde haja justiça social e climática, capaz de erradicar a pobreza, as discriminações e a guerra.

Nesse sentido, a APD reafirma a necessidade de se assegurar a participação das pessoas com deficiência nos processos de tomada de decisão política, através das suas organizações representativas e reivindica a criação de um Órgão de Consulta permanente, na dependência do Conselho de Ministros, constituído por organizações de pessoas com deficiência, de âmbito nacional.

Lisboa, 3 de Dezembro de 2019

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Estratégia Europeia para a Deficiência 2010-20

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Produtos de Apoio – Cobrança Ilegal de consultas

Os produtos de apoio são, segundo a legislação atual, atribuídos de forma gratuita e universal. Nestes produtos de apoio incluem-se entre outros, cadeiras de rodas, canadianas, óculos de ampliação, software para cegos e surdos, etc. Desde Dezembro de 2016 que a Associação Portuguesa de Deficientes tem vindo sistematicamente a alertar a Comissão de Acompanhamento dos Produtos de Apoio, que integra representantes dos vários ministérios, para o facto de haver entidades prescritoras que cobram as consultas na prescrição dos produtos de apoio, bem como a aplicação de condição de recursos.

O facto é que nada mudou. O Estado continua a defraudar a lei e a permitir que IPSS e outras entidades particulares, para quem passou a responsabilidade da prescrição, também o façam. Nesta como noutras áreas em que o Estado se demite das suas funções os prejudicados são sempre os cidadãos e neste caso as pessoas com deficiência.

A roçar o absurdo é a decisão do Ministério da Saúde, que vigora desde 2017, de limitar a prescrição de fraldas a 1,28€ por dia, valor em 2019, e somente para os agregados familiares que façam prova de insuficiência económica. As fraldas integram os produtos de apoio pelo que segundo a legislação em vigor devem ser gratuitas e em quantidade suficiente para assegurarem a higiene e conforto das pessoas com deficiência que delas necessitam.

A Associação Portuguesa de Deficientes entende que, além de ser ilegal, é imoral exigir pagamento de consultas e aplicar a condição de recursos na atribuição de produtos essências para a inclusão e autonomia das pessoas com deficiência.

Os impostos dos portugueses deviam servir para assegurar o bem estar comum. Infelizmente servem para pagar más gestões públicas e privadas, fugas ao fisco e outros enganos e abusos com que os cidadãos são confrontados todos os dias.

Lisboa, 26 de Janeiro de 2019

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Portugal melhor destino turístico do mundo para pessoas com deficiência

Como chegar às praias e festivais?

A Associação Portuguesa de Deficientes ficou manifestamente surpreendida com a atribuição do Prémio de melhor destino turístico para pessoas com deficiência. Muito embora tenha havido algum esforço por parte das autarquias e das empresas de festivais para melhorar o acesso às pessoas com mobilidade condicionada, o incumprimento da legislação em vigor em termos de acessibilidade é a norma e o que agora foi premiado é a exceção.

O Estado Português não tornou acessível todo o percurso que tem de ser feito pelas pessoas com deficiência para chegarem à praia ou aos festivais ou a qualquer equipamento, bem ou serviço público e que é da sua inteira responsabilidade. Nem a vida das pessoas com deficiência se resume a praia ou festivais, nem o turismo acessível se circunscreve a estes dois cenários.

A APD desconhece os critérios que são exigidos pela Organização Mundial do Turimo para a avaliação da acessibilidade turística mas não serão certamente considerados a acessibilidade da via pública, dos transportes, do edificado, da comunicação ou da informação porque neste caso concreto Portugal está longe de merecer qualquer troféu.

 

Lisboa, 12 de setembro de 2019

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Os direitos das pessoas com deficiência em Portugal

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Praias Acessíveis – Consulta

Informação disponibilizada por : INR-Instituto Nacional para a Reabilitação, Agência Portuguesa do Ambiente e Turismo de Portuga

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Comunicado Dezembro 2018

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

No Dia Internacional das Pessoas com Deficiência a Associação Portuguesa de Deficientes faz notar a total insensibilidade do PS, do PSD e CDS para com uma antiga solicitação das pessoas com deficiência a da antecipação da idade da reforma.

A APD alterou a sua proposta, que datava de 2010, e que apresentou aos grupos parlamentares tornando-a mais equilibrada e sem grande impacto para a Segurança Social. A APD pede a reforma antecipada para os 60 anos para os trabalhadores com deficiência com uma carreira contributiva de 15 anos e incapacidade permanente atestada por junta médica com pelo menos 20 anos. No caso das pessoas que tivessem de usar dispositivos de compensação como cadeiras de rodas, canadianas ou próteses que esta antecipação pudesse ocorrer aos 55 anos de idade, mantendo-se os anteriores pressupostos.

A APD justificou esta proposta com o desgaste que a própria deficiência provoca, agravada pelos inúmeros obstáculos com que se deparam as pessoas com deficiência no seu quotidiano e que não se resumem a obstáculos de natureza arquitetónica, mas também de atitude. Continuamos a ter um País inacessível com serviços públicos essenciais sem acesso, como escolas, centros de saúde, repartição de finanças, locais de emprego, entre outros. Não existe informação acessível para os cegos e para os surdos e os transportes são o espelho da incúria dos sucessivos governos para os direitos das pessoas com deficiência.

Passados mais de 20 anos de legislação sobre a obrigação de tornar acessíveis os equipamentos, bens e serviços, bem como a via pública, o atual Governo criou mais um grupo de trabalho, que nem sequer cumpriu o prazo para a sua constituição, para efetuar o levantamento das barreiras físicas e arquitetónicas. Adia-se, desta forma, para as calendas um problema que devia ter sido já solucionado.

A APD recebe um sem número de pedidos sobre a necessidade de antecipar a reforma dos trabalhadores com deficiência. Trata-se de pessoas esgotadas pelo esforço que têm de despender diariamente, porque à sua volta tudo concorre para um enorme cansaço. É em nome delas que a APD expressa o seu profundo desgosto pela frieza com que esta matéria tem sido tratada pelos partidos que têm sido governo.

Celebrar o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência quando não está garantido o direito, em igualdade de circunstâncias, à educação, à saúde, ao emprego, à cultura, aos tempos livres seria da parte da APD uma leviandade. Assim, a Associação Portuguesa de Deficientes apenas assinala o Dia que as Nações Unidas dedicaram a este estrato da população.

Lisboa, 1 de Dezembro de 2018

O Conselho Nacional da APD

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Comunicado Agosto 2018

Agosto tem sido fértil na publicação de legislação concernente à inclusão.

Dec-Lei 346/77/08/20; Lei 127/99/08/20; Lei 38/2004/08/18; Dec-Lei 163/2006/08/08; Lei 46/2006/08/28; Lei 49/2018/08/14, cuja complexidade carece de estudo.

Diplomas decisivos, se cumpridos, na real evolução incluente; todavia, publicar leis que são, depois, rasgadas, metidas na gaveta, afastadas das propostas construtivas das ONG’S/PD, não fez, não faz, não fará mudança; a esperança de «mudar», tão promissora no discurso do actual governo, agoniza; retornam: Propostas conservadoras; a desconfiança; o desencanto; a crença na fatalidade da exclusão, especialmente nas regiões subdesenvolvidas do interior; a falsa descentralização para as autarquias, resultado de espúrio acordo de direita, ampliará as condições ancestrais de exclusão, porque, analisando os últimos dois lustros, o poder local derivou em festas, faustos, farras, parecendo desconhecer a crise social que se agrava, todos os dias. O interior, apesar de discursos, espectáculos de propaganda, foi esquecido; degrada-se a desertificação; diminui a população; emergem nichos de exclusão social cujo crescimento é absolutamente menosprezado/ignorado.

Ouvimos, mas não constatamos, falar em mudança; assistimos, expectantes, à ascensão de pessoas com deficiência a lugares de poder, mas essa «novidade», não mudou nada – ou pouco mais que nada – porque esses dirigentes não estão, não se esperam, cedem à inércia cúmplice na conjuntura excluente.

A análise, dos últimos três lustros, do Movimento Associativo dos Deficientes, em Portugal, não pode dissociar-se da estratégia dos governos de acolher e favorecer a globalização como corolário do modelo económico neo-liberal, apresentado como caminho para atingir a felicidade, baseada na ilusão, largamente espalhada, da integração no grupo dos ricos da Europa.

Essa falsa ideia conduziu os nossos governantes – e os seus aduladores – a fazer crer na União Europeia que, entre nós, era posta em prática, a participação na definição das políticas e programas de medidas a favor das pessoas portadoras de deficiência, ofuscando a severa restrição do direito ao diálogo/participação.

É certo que muitas organizações colaboram nessa farsa, por causa dos seus interesses, visto que assentam os seus projectos, às vezes megalómanos, na promessa de infinitos subsídios para alimentar pesadas organizações burocráticas, onde o que menos pesa são os deficientes, porque se expande a tecnocracia, mitigando o crescimento de custos, favorecendo compadres e amigos.

As organizações discordantes são discriminadas e afastadas da Informação – outra forma de discriminação – para sustentar a ignóbil mistificação do diálogo apregoada nos foros internacionais pelos beneficiados, como modo de manter e alargar benesses, julgando salvar todos os deficientes, através do expansionismo institucional, levado ao infinito.

Esta sórdida estratégia rendeu, durante vários anos, volumosas verbas aos aliados dos poderes; não admira, por isso, fidelidades e aplausos que indignam almas rebeldes, sujeitas somente a valores e trabalho honesto.

 

É o desconhecimento desta estratégia que prolonga este “letargo” e aparente cumplicidade que impede a luta e denúncia, que se confunde com tolerância, prejudica os deficientes, favorece os que se foram servindo de todos os estratagemas para enriquecer, deixando os deficientes na expectativa de justiça.

Estas observações servem para reflectir na transferência para as autarquias locais de competências na área social, por um lado ocultando desastrosos programas, fracassadas estratégias, por outro, encobrindo o propósito de restringir os recursos destinados às políticas sociais, cedendo aos desígnios da direita, canalizando o justo descontentamento dos pobres para autarquias e eleitos, enganando incautos e fugindo ao julgamento os verdadeiros responsáveis.

As organizações de deficientes, na generalidade, desconhecem estes projectos, porque, sendo excluídas do famigerado pacto social, são, ostensivamente, afastadas destas sórdidas manobras.

Devemos tolerar, muito mais tempo, esta prática discriminatória? Não é tempo de agir? Porque esperamos? Que ilusões alimentamos? Quando tomaremos a decisão de dizer não a órgãos que são – o que sempre foram – simulacros de participação?

É nossa a responsabilidade de reclamar e exigir! Nada nos será dado pelos “abutres pousados nas costas dos deficientes”! tudo o que conquistarmos há-de resultar da nossa luta, não nos iludamos!…

Se persistir a afronta ao direito ao diálogo/participação, se nos submetermos à «ditadurazinha» de comissões gigantescas, ineficazes, dirigidas/dominadas pelos governos, esqueçamos, por longos anos, a inclusão…

À margem do diálogo/participação, sem justa repartição de recursos às ONG’S/PD, incluindo medidas compensatórias àquelas que, nos territórios esquecidos pelos governos, ao longo de décadas, substituem o Estado, que tem abdicado de cumprir as incumbências constitucionais, pode haver discurso, propaganda, espectáculo, mas não será construída a sociedade inclusiva…

Os débeis sinais de mudanças são promovidos por forças progressistas, através de recomendações, resoluções – –Resoluções: 233, 234 de 06/08 relativas ao emprego para pessoas com deficiência – Cumprirá o governo essas resoluções? «pelas obras, os avaliaremos!…

 

Rejeitamos que falem por nós…

Sabemos o que queremos!…

DDE/APD – O porta voz