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3 dezembro – Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Assinala-se hoje o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, uma data instituída pelas Nações Unidas com o objetivo de promover a consciencialização, o respeito e a plena inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. Esta data recorda o compromisso assumido pela comunidade internacional — consagrado na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, integrada na legislação portuguesa em julho de 2009 — de assegurar a participação das pessoas com deficiência nos domínios: social, cultural, económico e político.

Este dia convida-nos a refletir sobre os direitos, desafios e conquistas de milhões de pessoas que vivem com diferentes tipos de deficiência. Reforça ainda a necessidade de continuarmos a eliminar barreiras físicas, sociais e sobretudo atitudinais, promovendo a acessibilidade, a igualdade de oportunidades e o reconhecimento de que a deficiência não deve ser confundida com vulnerabilidade.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência veio mudar essa narrativa, e focar que a deficiência não está na pessoa — está na forma como a sociedade responde à diversidade humana. As pessoas com deficiência ficam em situação de vulnerabilidade não por causa da sua condição individual, mas porque a sociedade as coloca nessa posição.

Num mundo marcado por profundas incertezas e conflitos que afetam de forma transversal as populações, torna-se essencial lembrar que as pessoas com deficiência enfrentam riscos e impactos acrescidos. Os contextos de violência e guerra não só agravam desigualdades já existentes, como podem originar novas situações de deficiência. Esta realidade lembra-nos que a paz, o respeito pelos direitos humanos e a proteção das pessoas mais expostas são condições fundamentais para qualquer sociedade que se pretenda verdadeiramente inclusiva.

Neste Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a APD reafirma o seu compromisso com a construção de uma cultura de paz e de respeito mútuo. Defendemos que só através da aceitação plena da diversidade será possível edificar uma sociedade justa, solidária e inclusiva. Que este dia renove a determinação coletiva de garantir que todas as pessoas, com ou sem deficiência, possam viver com dignidade e autonomia.

3 dezembro 2025

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Novos Corpos Sociais da APD tomam posse

Teve lugar, no dia 7 de novembro, a tomada de posse dos Corpos Sociais da APD para o Quadriénio 2025-2028.

Corpos Sociais Quadriénio 2025-2028:

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Presidente – Ana Luísa Martins Brito Sezudo

Vice-Presidente – Luis Jorge Rodrigues Semedo de Matos

Primeira Secretária – Maria Leonor Frazão Moniz Pereira da Silva

Segundo Secretário – Gustavo Miguel Ferreira da Silva Marques

Suplente – Vitor Hugo Cruz Trindade Cardoso

DIREÇÃO NACIONAL

Presidente – Gisela Maria Capricho Valente

Vice-Presidente – Maria Helena Cunha Rato

Secretário – Albino Luís Fernandes Paulo

Tesoureira – Magda Jesus Gomes Godinho

Vogal – Álvaro Vitorino Amorosa Cartas

Vogal – João Luís Rodrigues Gonçalves

Vogal – Bruno Miguel Duque Lopes

Vogal – Luis Filipe Simões Oliveira

Vogal – Joaquim Manuel Cardoso

Vogal – Iara Regina Rolim de Paula

Vogal – João Manuel Ferreira Limões

Vogal – Manuel António Neiva Vieira

Vogal – Raul Jorge Fonseca Pereira

Suplente – Carlos Fernando Cunha Dias

Suplente – Lisa Manuela Bordalo Barata

Suplente – Cláudio José Pedrosa Gomes

Suplente – Carla Sofia Oliveira Ferreira

CONSELHO FISCAL

Presidente – Ricardo José Batista Silva

Primeiro Vogal – Pedro António Fernandes Gonçalves

Segundo Vogal – Maria da Paz Dargent Borges Coutinho

Suplente – Pedro Manuel Tavares Faróia

Suplente – Maria João Carrinho Ramos Caeirov

Programa Eleitoral (Word)

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Propostas da APD para o OE 2026

A APD enviou às Senhoras e Senhores Deputados da Assembleia da República uma nota sobre o Orçamento de Estado 2026 que inclui propostas no âmbito das Pessoas com Deficiência.

JUSTIFICAÇÃO

A Associação Portuguesa de Deficientes (APD) tem por missão defender os direitos humanos das pessoas com deficiência, visando a sua plena inclusão na sociedade. Assim, considerando que o Orçamento de Estado (OE) é um instrumento de gestão das receitas e despesas do Estado que traduz as prioridades governamentais no âmbito das políticas públicas, é dever da APD transmitir à Assembleia da República a sua opinião sobre a proposta governamental de Orçamento de Estado e, se necessário, apresentar as suas propostas em matérias do interesse das pessoas com deficiência,

Da análise das despesas inscritas na Proposta de Orçamento para 2026, a primeira conclusão a retirar é que estamos perante uma proposta que peca pela falta de transparência, na medida em que apenas são apresentadas as despesas agregadas por grandes grupos das classificações funcional, económica e orgânica; mesmo no caso do subsetor Segurança Social, as despesas estão agregadas por grupos da categoria económica, não transparecendo em nenhuma delas as despesas específicas de apoio social às pessoas com deficiência.

Na realidade, não foi possível encontrar qualquer menção específica relativamente às pessoas com deficiência, subentendendo-se, no entanto, que o seu interesse foi tomado em consideração no âmbito das transferências de verbas para a eliminação de barreiras arquitetónicas e comunicação acessível, a financiar através por fundos e programas europeus a concretizar no espaço temporal de vigência do OE26.

Consequentemente, consideramos ser da máxima pertinência, apresentarmos as nossas propostas de financiamento especificamente destinadas ao apoio social das pessoas com deficiência.

PROPOSTAS

Segurança Social – Prestações Sociais

  • Aumento do valor da componente base da Prestação Social para a Inclusão até ao montante estimado para o valor de referência do mínimo de existência, incluindo crianças e jovens com deficiência e de idade inferior a 18 anos;
  • Alteração do âmbito de aplicação da PSI de forma a dar resposta às pessoas que adquirem uma incapacidade após os 55 anos;
  • Reposição do 5.º escalão do abono de família no caso dos agregados com crianças com deficiência;

Antecipação da idade de reforma para as pessoas com deficiência

  • Alteração da antecipação da idade de pensão de velhice por deficiência, para as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos que tenham tido, pelo menos, 15 anos de carreira contributiva, para trabalhadores deficiência e grau de incapacidade igual ou superior a 60% (e não os atuais 80%).

Fiscalidade

  • Cumprimento da Lei nº80/2021, de 29 de novembro, que estabelece o regime de avaliação de incapacidade mais favorável das pessoas com deficiência para efeitos de acesso às medidas e benefícios previstos na lei;
  • Isenção do IVA na aquisição e reparação de todos os produtos de apoio.
  • Revogação do n. 9 do artigo 87 do Código do Imposto sobre os Rendimentos Singulares.

Educação

  • Aumentar o nº de horas de terapias sinalizadas no âmbito da intervenção precoce e consequentemente, o nº de recursos humanos necessários para cumprir os planos individuais de cada aluno;
  • Integração de docentes especializados na área do ensino para as necessidades educativas especiais nas equipas multidisciplinares;
  • Formação permanente no âmbito das necessidades educativas especiais a professores, auxiliares educativos e outros profissionais;
  • Articulação entre Ministério e Autarquias, pela responsabilidade dos agrupamentos, para que alunos com necessidades educativas especificas tenham os recursos humanos e materiais necessários para a sua integração e não usar apenas colocações administrativas, sobretudo quando os planos dos alunos referem as necessidades de que carece;

Produtos de apoio

  • Alteração do sistema de financiamento do SAPA, de forma a que o Orçamento de Estado inclua uma dotação específica destinada a essa finalidade;
  • Garantir a comparticipação a 100% de dispositivos médicos para apoio a ostomias e incontinência, independentemente da condição de insuficiência económica;
  • Atualização do financiamento dos produtos de apoio consumíveis, tomando em consideração o aumento do preço desses produtos;
  • Definição de um prazo efetivo para atribuição de produtos de apoios.

Habitação

  • Criação de um programa nacional, gerido pelo IHRU e executado pelos municípios, que promova a disponibilização de uma percentagem mínima de habitações adaptadas e rendas acessíveis aos munícipes;

Acessibilidade

  • Maior fiscalização do espaço público da competência das autarquias, de forma a identificar as falhas, aplicando a devida sanção por não cumprimento das normas técnicas de acessibilidade;
  • Dotar o INR, I.P. com os meios humanos e financeiros suficientes para a sua ação de fiscalização às instalações e espaços circundantes da administração central e dos institutos públicos;
  • Muito embora se preveja a possibilidade de alocar verba para a eliminação de barreiras arquitetónicas e disponibilização de materiais em formatos acessíveis, facto é, que estas medidas partem do princípio da disponibilização dos fundos europeus, nomeadamente da execução do PRR, não garantindo a eliminação eficaz de barreiras urbanísticas e arquitetónicas. Assim, sugerimos a criação de uma rúbrica especifica para eliminação de barreiras de acessibilidade (passadeiras, passeios, estações de transportes, e requalificação da via), definindo prioridades de eliminação de barreiras em todo o país. Estas verbas seriam distribuídas pelos municípios responsáveis pela execução da medida.

Lisboa, 3 de novembro de 2025

O Secretariado Executivo da APD

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Será Que Pode? estreia 1º episódio

Estreou ontem o 1º episódio do «Será Que Pod?», o podcast da APD sobre inclusão, acessibilidade e cidadania para todas as pessoas, projeto financiado pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P.

O podcast terá seis episódios, com publicação no Youtube e no Spotify.

Projeto cofinanciado por:

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Liga BCR – Calendário de Jogos

Foi divulgado o calendário de jogos da 1ª fase da Liga BCR – Época 2025/26

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APD estreia podcast sobre acessibilidades

Está quase a ir para o ar o “Será Que Pod?”, o podcast da APD sobre inclusão, acessibilidade e cidadania para todas as pessoas, projeto financiado pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. O 1º episódio estreia já no dia 29 de outubro, no canal da APD no Youtube e no Spotify.

Divulgação dos episódios do Podcast da APD - Será que Pod? 
Um podcast sobre inclusão, acessibilidade e cidadania para todas as pessoas. 
Todas as quartas-feiras, a partir do dia 29 de outubro até 3 de dezembro, no canal Youtube da APD e Spotify.
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Eleições Corpos Sociais APD

Realizam-se, no próximo dia 25 de outubro, as eleições para os Corpos Sociais da APD para o Quadriénio 2025-2028.

As mesas de voto, que funcionarão na Sede Nacional, nas sedes das Delegações Distritais e Locais e nos locais designados pelas Delegações Locais da Figueira da Foz e Seixal, estarão abertas das 14.00 às 17.00 horas.

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XXIV Torneio Internacional de Lisboa

O 24º Torneio Internacional de Lisboa BCR realizou-se nos dias 27 e 28 de setembro de 2025, no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa. Participaram as equipas da APD Lisboa, GDD Alcoitão, BSR Amiab Puertollano e Basketmi Ferrol. O vencedor do Torneio foi o GDD Alcoitão.

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FENPROF condena o desrespeito e as discriminações que comprometem o direito constitucional à educação dos alunos da Educação Especial

A FENPROF, em nota à comunicação social, denuncia a gritante escassez de docentes da Educação Especial e as graves consequências que esta situação tem na vida dos alunos e das suas famílias. Deixamos aqui o texto do comunicado:

FENPROF condena o desrespeito e as discriminações que comprometem o direito constitucional à educação dos alunos da Educação Especial

A legislação em vigor em Portugal, concretamente o DL 54/2018, assenta no princípio da escola inclusiva, reconhecendo que todas as crianças e jovens têm direito a aprender e a participar plenamente na vida escolar. Todas as escolas portuguesas têm, por isso, a obrigação de garantir o acesso, a participação e a promoção do sucesso de todas as crianças e jovens que se encontram no nosso país.

Logo em 2018, a FENPROF alertou para que a mudança de paradigma da integração para a inclusão só seria possível com um investimento efetivo nas condições de trabalho e de aprendizagem nas escolas públicas, nomeadamente através da disponibilização dos recursos humanos e materiais necessários para dar a resposta adequada às características individuais de cada aluno: docentes da Educação Especial, psicólogos, terapeutas, intérpretes de Língua Gestual Portuguesa – LGP, técnicos especializados, entre outros.

Nada disto foi acautelado pelos sucessivos governos. Tal como acontece com a falta generalizada de docentes, a escassez de docentes da Educação Especial é gritante e tem graves consequências na vida dos alunos e das suas famílias.

Anualmente, a FENPROF realiza levantamentos junto das direções das escolas sobre a implementação do DL 54/2018, nomeadamente o número de alunos apoiados por cada docente da Educação Especial. É com base nestes levantamentos que denunciamos o tempo muito limitado que cada docente da Educação Especial acaba por ter para apoiar cada aluno, dado o número elevado de alunos a apoiar.

O principal desafio da inclusão é ter os recursos necessários para responder adequadamente a cada aluno.

Ora, como não há recursos suficientes, multiplicam-se as situações inaceitáveis:

– muitos docentes do ensino regular optam por não ter os alunos com Necessidades Específicas nas salas, excluindo-os das atividades regulares ou não trabalhando diretamente com eles; F-152/2025 – 07/10/2025 Rua Fialho de Almeida, nº 3 – 1070-128 LISBOA – Telef. 213819190 – E-mail: fenprof@fenprof.pt www.fenprof.pt

– caso os alunos com Necessidades Específicas não fiquem nas salas de aula, vão para uma sala onde se trabalha individualizadamente com alguns destes alunos. Assim sendo, o espaço fica sobrelotado e sem profissionais suficientes para apoios de qualidade;

– alunos com Necessidades Específicas f que permanecem nas turmas – já com elevado número de alunos –, sem qualquer acompanhamento especializado, acabam por ficar “abandonados” na aula.

Isto é inaceitável!

Isto é discriminar os alunos com Necessidades Específicas!

Isto não é inclusivo!

Isto viola direitos fundamentais!

Neste ano letivo, a situação agravou-se ainda mais. A grave falta de docentes no 1.º ciclo do ensino básico tem levado muitos diretores a retirar docentes da Educação Especial das suas funções, para assumirem turmas. Os alunos destes docentes da Educação Especial são distribuídos pelos outros colegas da Educação Especial (se ainda sobrar algum), sobrecarregando ainda mais estes docentes e comprometendo o apoio a todos.

Isto é inaceitável.

É um profundo desrespeito pelos alunos com Necessidades Específicas e pelos docentes da Educação Especial!

Isto não é inclusão!

A FENPROF voltará a realizar, no início deste ano letivo, um levantamento nacional junto das direções escolares para perceber a dimensão desta realidade, que compromete a qualidade da Educação e o cumprimento do direito constitucional à Educação de todos/as os/as alunos/as em Portugal.

A inclusão não se proclama – constrói-se com recursos, com respeito e com políticas públicas consequentes!

Lisboa, 7 de outubro de 2025

O Secretariado Nacional da FENPROF

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Desporto Notícias Torneio Basquetebol APD

XXIV Torneio Internacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas

PROGRAMA DOS JOGOS

DIA 27-09-25

1º JOGO – 09,15 H. ÀS 10,45 H. – GDD ALCOITÃO – APD-LISBOA

2º JOGO – 12,00 H. ÀS 13,30 H. – BSR AMIAB PUERTOLLANO – CLUB BASKETMI FERROL

3º JOGO – 15,30 H. ÀS 16,30 H.– CLUB BASKETMI FERROL – GDD ALCOITÃO

4º JOGO – 17,00 H. ÀS 18,30 H. – APD-LISBOA – BSR AMIAB PUERTOLLANO

DIA 28-09-25

5º JOGO – 09,00 H. ÀS 10,30 H. – BSR AMIAB PUERTOLLANO – GDD ALCOITÃO

6º JOGO – 11,00 H. ÀS 12,30 H. – APD-LISBOA – CLUB BASKETMI FERROL

cartaz do XXIV Torneio Internacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas, onde se vê uma imagem de uma pessoa em cadeira de rodas a lançar uma bola de basquetebol. Vê-se também os logotipos das quatro equipas que participam no torneio.